domingo, 26 de abril de 2015

VEM AÍ: III SEMINÁRIO NACIONAL DO FNTSUAS “Trabalhadores e Trabalhadoras do SUAS em cargos de nível fundamental e médio: perspectivas de atuação e valorização do trabalho” 25 e 26 de junho de 2015 – Curitiba/Paraná Local: APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública



O Fórum Nacional dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (FNTSUAS), composto pela representação de 13 entidades nacionais e pelos Fóruns Estaduais de Trabalhadores e Trabalhadoras do SUAS (FETSUAS), vem realizando debates sobre as ocupações de ensino médio e fundamental no SUAS.
Tem sido uma preocupação constante do FNTSUAS intensificar o debate sobre as circunstâncias e a realidade do trabalho desses/dessas categorias no SUAS, em especial após a Resolução CNAS nº 09 de 15 de abril de 2014, que regulamenta as ocupações de nível médio e fundamental e delimita suas competências e atribuições.
O produto provisório dessas discussões apontou para realização do III Seminário Nacional do FNTSUAS, com o lema “Trabalhadores e Trabalhadoras do SUAS em cargos de nível fundamental e médio: perspectivas de atuação e valorização do trabalho”,  que tem como objetivo principal refletir sobre a precarização do trabalho nas ocupações do ensino médio e fundamental no SUAS e formas de valorização destes trabalhadores.

O III Seminário Nacional pretende refletir sobre os impasses e desafios no cumprimento da Resolução nº 09/14 do CNAS, conhecer o processo histórico de construção do documento e suas implicações para o trabalho, dialogar sobre as atribuições das ocupações de nível médio, apresentar relatos de experiências sobre o trabalho realizado pelos trabalhadores(as) de nível médio e fundamental no SUAS e, fundamentar o debate sobre  o financiamento da política de assistência social com destaque para as ofertas de serviços e realização de concursos públicos.
O evento ocorrerá nos dias 25 e 26 de junho, na sede da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública, localizada na Rua Iguaçu, 880 – Curitiba/PR. Tem  a intenção de aproximar os trabalhadores e trabalhadoras do SUAS e  incentivar a construção conjunta de pautas que possibilitem superar as situações de precarização do trabalho das ocupações de ensino médio e fundamental no SUAS.
A Programação, os critérios para participação e a inscrição, estarão sendo divulgados oportunamente. As inscrições serão realizadas a partir de 20/05, via formulário eletrônico. Fiquem atentos!
                                                                      

FNTSUAS – Fórum Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras do SUAS


O que?III SEMINÁRIO NACIONAL DO FNTSUAS “Trabalhadores e Trabalhadoras do SUAS em cargos de nível fundamental e médio: perspectivas de atuação e valorização do trabalho”.
Quando?: 25 e 26 de junho de 2015.
Onde?:  Curitiba/Paraná - no APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública.

ATENÇÃO PARA A REALIZAÇÃO DAS INSCRIÇÕES INSCRIÇÕES ELETRÔNICAS APÓS O DIA 20/05/2015
VAGAS LIMITADAS


[ATUALIZAÇÃO] Mobilização e Participação nas CONFERÊNCIAS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 2015



Trabalhadores e trabalhadoras do SUAS: Mobilização e Participação  nas 
CONFERÊNCIAS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 2015


Ao definir o tema Consolidar o SUAS de vez rumo a 2026, e estabelecer como  lema principal  o  Pacto republicano no SUAS rumo a 2026 - O SUAS que temos e o SUAS que queremos, o CNAS deu início ao processo de organização das conferências de assistência social de 2015 em todo o território nacional.
O FNTSUAS reconhecendo a importância desse momento para a avaliação do SUAS e planejamento da política de assistência social nos próximos anos, convida todos os trabalhadores e trabalhadoras do SUAS (ensino fundamental,  médio e superior), da rede  pública e não pública  a participarem ativamente desse processo.
Nesse sentido elaboramos  neste documento, alguns elementos para serem discutidos e problematizados nos grupos de  debate, nas plenárias e nas conferências de assistência social em todos os níveis de gestão (municipal, estadual e nacional).
As conferências em 2015 estão organizadas em três sub-temas e um eixo norteador; nenhum subtema foi focado na gestão do trabalho. Entendemos que a gestão do trabalho é transversal aos subtemas e ao eixo norteador. Assim destacamos em cada um deles algumas questões que interferem nos processos coletivos de trabalho (seja nas unidades operacionais do SUAS seja nos serviços ofertados) e o impacto nas relações de trabalho, observando sempre o estabelecido nos marcos regulatórios da política de assistência social: LOAS (alterada pela Lei 12.435/2011),  Política Nacional de Assistência Social, Normas Operacionais Básicas do SUAS (NOB/SUAS), Política Nacional de Educação Permanente do SUAS,  Norma Operacional Básica de Recursos Humanos  (NOB-RH- SUAS), Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais,  Lei nº 12.101/2009[1],  Decreto nº 7.788/2012[2], dentre outros.
A seguir elencamos os subtemas de acordo com o aprovado pelo CNAS,  e indicamos sugestões de conteúdo para que os trabalhadores e trabalhadoras do SUAS problematizem e ajudem a construir coletivamente nas Conferências de Assistência Social, o SUAS que queremos nos próximos 10 anos em todo o Brasil.

Subtema 1: O enfrentamento das situações de desproteções sociais e a cobertura dos serviços, benefícios, programas e projetos nos territórios[3]

             Após analisar esse subtema e os objetivos propostos para discussão na sua ementa[4], fica evidenciado qual a direção política que os trabalhadores e trabalhadoras do SUAS, sujeitos participantes desse processo, devem considerar e problematizar no debate das conferências e nas plenárias nas quais se fizerem presentes.  Alguns conteúdos a serem considerados pelos trabalhadores(as) do SUAS nesse subtema são:

a) A formação (técnica, ética e política) e os conhecimentos necessários para o profissional lidar com a multicausalidade (gênero, raça, etnia, orientação sexual) das situações concretas de desproteção social;
b) A rede disponível para a oferta da proteção social exigida no respectivo serviço;
c) Os equipamentos (sede própria, veículos, computadores, linhas telefônicas, etc.) e outros recursos materiais (material de consumo, etc.) existentes e disponíveis para os(as) trabalhadores(as) do SUAS desenvolverem as suas atividades, na perspectiva de assegurar a qualidade prevista no SUAS;
d) A oferta dos serviços de proteção social básica e especial no atendimento às demandas dos territórios e regiões;
e) A constituição das equipes de referência de forma permanente e continuada, em número de trabalhadores compatíveis com o atendimento das demandas;
f) A intersetorialidade conforme princípios organizativos no SUAS, presentes nos territórios, regiões e municípios;
g) O cumprimento da Resolução CNAS nº  17/2011 que ratifica as equipes de referência e as categorias profissionais de nível superior e da Resolução CNAS nº 09/2014  que ratifica e reconhece as áreas e ocupações de nível médio e fundamental;
h) A observância dos princípios éticos (conforme NOB RH-SUAS/2006 e NOB-SUAS/2012) na oferta dos serviços, programas, projetos e benefícios;
i) O trabalho social realizado junto às famílias e indivíduos, na perspectiva de viabilizar o protagonismo e autonomia do usuário;
j) A oferta dos serviços que assegure qualidade e continuidade, com garantia das condições técnicas e éticas necessárias (local adequado e acessível aos usuários, preservação do sigilo, garantia de acolhida digna e  atenciosa, etc. (ART 6º da NOB SUAS – Resolução CNAS nº 33/2012).

Subtema 2: O Pacto Federativo e a consolidação do SUAS

Nesse subtema, fica evidente a necessidade dos(as) trabalhadores(as) provocarem os debates nas conferências acerca dos desafios do SUAS no que se refere a definição das responsabilidades e competências dos entes federados, considerando a NOB/SUAS/2012, destacando:

a) A responsabilização de Estados, Municípios e União no co-financimento;
b) A definição de percentual mínimo do orçamento público da política de assistência Social nos três níveis (União, Estados e Municípios), para os próximos orçamentos, assegurando qualidade e cobertura dos serviços socioassistenciais;
c) A defesa do comando único da Política de Assistência Social;
d) O investimento da União, Estados e Municípios na  estruturação do SUAS, e no reordenamentos de suas ações, evitando paralelismos e sobreposições de competências;
e) A efetivação das legislações estaduais e municipais que organizam o SUAS, incluindo a criação de cargos públicos e estáveis para implementação da Política de Assistência Social e a realização de concursos públicos;
f) As condições de trabalho (vínculo empregatício, salários dignos, realização de concurso público, carga horária, infra-estrutura, etc.)  do(a) trabalhador(a)  do SUAS, em especial na  oferta dos  serviços;
g) O debate e a operacionalização da Resolução CNAS nº 32/2011 que possibilita a utilização de até 60% dos recursos repassados pelo FNAS (Fundo Nacional de Assistência Social) para a ampliação do quadro dos trabalhadores dos serviços via concurso público;
h) O acompanhamento da CIB e da CIT do processo de adesão dos municípios e estados ao SUAS;
i) Debate com o Sistema de Justiça no âmbito do SUAS, visando solucionar conflitos e revisão do Provimento 36/2014 (do Conselho Nacional de Justiça-CNJ) , evitando assim o processo de judicialização da política de assistência social.


Subtema 3: Fortalecimento da participação e do controle social para a gestão democrática.

Os dados do CENSO SUAS 2014 revelam a baixa participação de usuários e trabalhadores da assistência social nas instâncias de controle social. Diante disso, neste subtema é fundamental discutir estratégias para fortalecer e estimular a participação desses dois importantes segmentos nos espaços de controle social – Conselhos de Assistência Social, sua representação e representatividade.
Ainda neste subtema, é importante refletir sobre a existência de fóruns de trabalhadores (municipal, regional, estadual) e os desafios para essa importante organização dos trabalhadores, de forma a fortalecer sua representação/representatividade, trazendo o debate da identidade do(a) trabalhador(a) do SUAS.
No que se refere à participação dos usuários,  faz-se necessário problematizar como os(as) trabalhadores(as) vêm fomentando esta participação e quais as  alianças construídas  entre estes segmentos, na perspectiva de combater a precarização, primando pela qualidade dos serviços.
      Assim, alguns pontos podem ser destacados:

      a) O debate da identidade do(a) trabalhador(a) do SUAS;
b) A criação das condições necessárias para o funcionamento dos Conselhos com autonomia. Identificar quais são essas condições a partir da realidade local, conforme determina a NOB SUAS  2012 – Seção I – Responsabilidades dos Entes – Art. 12 item VII;
c) A gestão democrática  no âmbito do SUAS – defender a existência de ambientes democráticos, reuniões periódicas das equipes e de planejamento, participação nas decisões com a criação de conselhos gestores, políticas de combate ao assédio moral, criação de ouvidorias do SUAS, audiências públicas,  fortalecimento de ações que visem uma gestão transparente e participativa, ampliação do acesso à informação por parte dos usuários (Resolução CNAS nº 16/2010) e trabalhadores;
d) Estratégias incentivadoras da organização e mobilização de trabalhadores e usuários do SUAS, e a ocupação dos espaços de controle social da política de assistência social;
e) A criação de Portais de Transparência para a política de assistência social, democratizando a informação;
f) Garantia da laicidade do Estado, respeito à diversidade e às diferenças, afirmação dos avanços dos direitos sociais e humanos sem retrocesso;

Estas são contribuições do Fórum Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS – FNTSUAS ao processo de construção das Conferências de Assistência Social em 2015, espaço democrático de proposição, avaliação e deliberação no âmbito da política de assistência social no Brasil.


Brasília, 17 de abril de 2015.




[1]Dispõe sobre a Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social – CEBAS.
[2] Novo decreto que regulamenta o FNAS.
[3] Os três subtemas analisados a seguir foram elaborados e aprovados pelo CNAS em suas plenárias de março e abril de 2015.
[4] Os sub-temas e suas respectivas ementas estão no Informe CNAS número 01-  Conteúdos da X Conferência Nacional de Assistência Social.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Posicionamento do Fórum Nacional das/os Trabalhadoras/es do SUAS acerca da Representação das/os trabalhadoras/es nas Conferências de Assistência Social em 2015



A Coordenação Nacional do Fórum Nacional das/os Trabalhadoras/es do SUAS (FNTSUAS), reunida no dia 21 de março de 2015 reafirma o posicionamento tomado no dia 14 de junho de 2013 sobre a participação e representação das/os trabalhadoras/es nas Conferências de Assistência Social, desde do credenciamento à eleição de delegados.

Esse fórum desde sua origem tem a preocupação em salvaguardar os espaços de representação do segmento das/os trabalhadoras/es na implantação e implementação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Nesse sentido é que tomamos a iniciativa de manifestar a preocupação relativa à efetiva representação das/os trabalhadoras/es nas conferências de assistência social, pois queremos garantir:

• a plena participação das/os trabalhadoras/es da Assistência Social; 

• a paridade na representação dos atores envolvidos na execução da PNAS; 

• a liberdade das/os trabalhadoras/es da rede socioassistencial (pública e privada) de participar e debater com transparência os conflitos e os problemas inerentes à Política de Assistência Social, resguardando seus direitos sem prejuízos nas condições e relações de trabalho; 

• a garantia da liberação da/o trabalhador(a) para sua participação na Conferência;

• o reconhecimento da contribuição técnico-política da participação das/os trabalhadores para as conferências; 

• a defesa de uma política pública em detrimento de interesses econômicos, político-partidários, de apadrinhamento ou de favores.

Fazemos a defesa de que: 

• a inscrição das/os trabalhadoras/es nas Conferências municipais, seja da sociedade civil, seja do governo, que NÃO estejam em cargos comissionados ou na direção de Entidades de Assistência Social deve ser realizada no segmento das/os trabalhadores, independente do seu vínculo de trabalho. 

• sejam reconhecidas outras formas de organização das/os trabalhadoras/es, tais como os Fóruns de Trabalhadores, para além do previsto na Resolução CNAS nº.23/06, para fins de indicação de candidatas/os a delegadas/os para as Conferências;

• a escolha de delegadas/os para as conferências estaduais e nacional deve ser realizada entre seus pares, ou seja, as/os trabalhadoras/es escolhem entre si quem serão suas (seus) representantes.

As trabalhadoras e os trabalhadores não representam nem são representadas(os) por usuária(o), entidade, nem governo. A identidade de trabalhador(a) é que define o segmento integrante da sociedade civil, independente de ser servidor(a) público(a), concursada(o), contratada(o) ou terceirizada(o). 

Brasília, 21 de março de 2015.

Acesse o Documento: https://drive.google.com/file/d/0B6-e-JPRfM5VQVJsTDhuWUlHRFU/view?usp=sharing

O Fórum Nacional dos/as Trabalhadores/as do SUAS se posiciona contrário à redução da maioridade penal

https://drive.google.com/file/d/0B6-e-JPRfM5VT1J3RXU1M0RRRk0/view?usp=sharing

NOTA CONTRA O PL 4330/2004







NOTA CONTRA O PL 4330/2004


             As Entidades Nacionais do Fórum Nacional de Trabalhadores/as do Sistema Único de Assistência Social - FNTSUAS e Fóruns Estaduais de Trabalhadores do SUAS - FETSUAS, reunidos no dia 21 de março de 2015, repudiam o Projeto de Lei nº. 4330/04 que “Dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrente”, pois além de causar grandes prejuízos aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, representa uma ameaça à constituição da Política de Assistência Social que vem se firmando enquanto política de direito da população e dever do Estado.
O referido PL ao ampliar e aprofundar a terceirização vem na contramão do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, que vem se constituindo no Brasil com serviços, benefícios, programas e projetos com cobertura em todo o território nacional, devendo ser operacionalizado com trabalhadores/as do serviço público, concursados com vínculos permanentes e continuados junto à população usuária.


Brasília (DF), 21 de março de 2015.